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Remédios para coronavírus (COVID-19): aprovados e em estudo


Atualmente, ainda não há remédios capazes de “eliminar”, de forma eficaz, o novo coronavírus do organismo e, por isso, o tratamento é feito apenas com algumas medidas e medicamentos capazes de aliviar os sintomas da COVID-19.


Os casos mais leves, com sintomas semelhantes aos da gripe comum, podem ser tratados em casa com repouso, hidratação e uso de remédios para febre e analgésicos.


Já os casos mais graves, em que surgem sintomas intensos e complicações como pneumonia, precisam ser tratados em internamento no hospital, muitas vezes em Unidades de Tratamento Intensivo (UTI), para garantir, principalmente a administração adequada de oxigênio e o monitoramento dos sinais vitais.

Além disso, existem alguns medicamentos que estão a ser administrados em hospitais e outros que estão sendo estudados em ensaios clínicos, com o objetivo de identificar uma substância que seja capaz de eliminar o vírus do organismo humano e facilitar a recuperação.


Remédios aprovados para o coronavírus


Os remédios que se encontram aprovados para o tratamento do coronavírus, pela Anvisa e pelo Ministério da Saúde do Brasil, são aqueles capazes de aliviar os sintomas da infecção, como:


  • Antipiréticos: para diminuir a temperatura e combater a febre;

  • Analgésicos: para aliviar as dores musculares pelo corpo;

  • Antibióticos: para tratar possíveis infecções bacterianas que possam surgir junto com a COVID-19


Estes remédios só devem ser utilizados sob orientação de um médico e, embora estejam aprovados para o tratamento do novo coronavírus, não são capazes de eliminar o vírus do organismo, sendo apenas usados para aliviar os sintomas e melhorar o conforto da pessoa infectada.


Remédios que estão sendo estudados


Além dos remédios que ajudam a aliviar os sintomas, em países como os Estados Unidos, China, Japão e Itália estão desenvolvendo estudos em pacientes, para tentar identificar um medicamento capaz de eliminar o vírus do organismo.

Os principais tipos de medicamentos que estão sendo estudados para o novo coronavírus são:


1. Remdesivir

Este é um remédio antiviral de amplo espectro, que foi desenvolvido para o tratamento do vírus Ebola. E, devido à sua ampla ação antiviral, está sendo estudado para entender se pode apresentar melhores resultados contra o novo coronavírus.

Os primeiros estudos feitos em laboratório com este remédio, tanto nos Estados Unidos, como na China, mostraram efeitos promissores, uma vez que a substância foi capaz de impedir a replicação e multiplicação do novo coronavírus, assim como de outros vírus da família coronavírus.

No entanto, antes de poder ser aconselhado como forma de tratamento, este medicamento precisa passar por vários outros estudos, para se entender qual a sua verdadeira eficácia e segurança.


Existem neste momento, cerca de 6 estudos, que estão sendo feitos com um número elevado de pacientes infectados por COVID-19, tanto nos Estados Unidos, como na Europa e no Japão, mas os resultados só deverão ser liberados no final de Abril. Por hora, não existe a comprovação de que o Remdesivir possa ser utilizado de forma segura para eliminar o novo coronavírus em humanos.


2. Hidroxicloroquina e cloroquina


A hidroxicloroquina, assim como a cloroquina, são duas substâncias que são utilizadas no tratamento de pacientes com malária, lúpus e alguns outros problemas de saúde específicos, mas que ainda não são considerados seguros nos casos de COVID-19.

Estudo realizados na França e na China, mostraram efeitos promissores da cloroquina e hidroxicloroquina na redução da carga viral e na diminuição do transporte do vírus para o interior das células, reduzindo a capacidade do vírus para se multiplicar, proporcionando assim, uma recuperação mais rápida. Porém, estes estudos foram realizados em amostras pequenas e nem todos os testes foram positivos.

Para já, segundo o Ministério da Saúde do Brasil, a cloroquina apenas pode ser utilizada em pessoas internadas no hospital, durante 5 dias, sob observação permanente, para avaliar o surgimento de possíveis efeitos colaterais graves, como problemas cardíacos ou alterações na visão.


3. Mefloquina


A mefloquina é um medicamento indicado para a prevenção e tratamento da malária, normalmente utilizado por pessoas que pretendem viajar para áreas endêmicas.

Fundamentando-se em estudos que foram feitos na China e na Itália (e está a ser estudado na Rússia), um esquema terapêutico em que a mefloquina é combinada com outros medicamentos, para verificar a sua eficácia no controle da doença COVID-19, mas ainda não existem resultados conclusivos.

Assim, o uso da mefloquina para o tratamento da infecção pelo novo coronavírus ainda não é recomendado porque são necessários mais estudos para comprovar a sua eficácia e segurança.


4. Ivermectina


A ivermectina é um vermífugo indicada para tratamento da infestação por parasitas, que provoca problemas como oncocercose, elefantíase, ascaridíase (lombrigas), escabiose ou estrongiloidíase intestinal que, recentemente mostrou resultados muito positivos na eliminação do novo coronavírus, in vitro.

Um estudo realizado na Austrália, testou a ivermectina em culturas de células in vitro, resultou que esta substância foi capaz de eliminar o vírus SARS-CoV-2 em 48 horas. Porém, são necessários ensaios clínicos em humanos, para verificar a sua eficácia in vivo, assim como a dose terapêutica e a segurança do medicamento.


O estudo tem um período previsto de 6 a 9 meses.


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