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Variante Delta: 8 respostas sobre mutação mais contagiosa do Coronavírus


A variante Delta do Coronavírus já está em mais de 100 países e continua a se espalhar rapidamente. Espera-se que ela se torne a variante dominante no mundo nos próximos meses. Por ser altamente contagiosa, ela está causando novos surtos em alguns países, principalmente entre pessoas não vacinadas. Com isso, muitos governos voltaram a impor restrições às suas populações.


1. O que é a variante Delta e como ela se diferencia das outras variantes?


Dados publicados pelo governo britânico indicam que a Delta é entre 40% e 60% mais contagiosa do que a variante Alfa (detectada na Inglaterra) e quase duas vezes mais transmissível do que a cepa original identificada em Wuhan, China. Uma das transformações que permitiram que ela se propagasse com mais facilidade foi na proteína S, ou spike, a parte com a qual se liga às células humanas.


2. Por que a Delta é tão contagiosa?


Além da maior eficiência na transmissão, há outros fatores que influenciaram na rápida disseminação dessa variante pelo mundo. As brechas no controle de fronteiras e nas medidas de isolamento foi um desses motivos, relaxamentos que aconteceram em um período em que a pandemia parecia melhorar em certos países e em que muitas pessoas já estavam cansadas das medidas preventivas. Outro fator importante foi a distribuição desigual de vacinas em todo o mundo, permitindo que a variante se espalhasse mais em populações pouco imunizadas.


3. Quais são os sintomas da Delta?


No Reino Unido, onde foi registrado que a variante Delta foi dominante no mês de junho, os sintomas mais comumente relatados foram dor de cabeça, dor de garganta e coriza. O professor Tim Spector, epidemiologista da universidade King's College London, explica que os jovens infectados com a Delta podem sentir "como se tivessem um forte resfriado". Segundo o pesquisador, sintomas clássicos da COVID-19 estão se mostrando menos comuns com esta variante, como perda do olfato e paladar, tosse e febre.


4. Vacinação e infecção


O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos afirma que a maior disseminação de casos graves está ocorrendo em locais com baixas taxas de vacinação. No entanto, pessoas totalmente vacinadas também podem pegar e transmitir o vírus a outras pessoas. O CDC indica que a infecção em pessoas vacinadas diminui mais rápido do que naquelas não vacinadas, sugerindo que as "pessoas totalmente vacinadas ficarão infecciosas por menos tempo do que pessoas não vacinadas."


5. Vacinação e gravidade


Os especialistas destacam que, apesar de terem sido projetados com base em versões mais antigas do coronavírus, os imunizantes são muito eficazes na proteção à gravidade e morte por COVID-19. Uma análise do órgão de saúde público da Inglaterra (PHE) descobriu que duas doses da vacina da Pfizer ou da AstraZeneca foram mais de 90% eficazes contra hospitalizações causadas pela variante Delta.


6. A Delta exige dose de reforço?


Por enquanto, não há dados que sustentem a necessidade de uma dose de reforço para a população em geral. Estudos indicam que a vacinação como está, gera uma resposta imunológica duradoura, com proteção estimada em meses e até anos.


7. A Delta é mais perigosa para as crianças?


Nos Estados Unidos, houve nos últimos meses relatos de um aumento gradual no número de crianças hospitalizadas com COVID-19. Isso levantou a hipótese de que a altamente contagiosa variante Delta pudesse ser responsável. Mas até o momento não está claro se a Delta está causando um aumento nos casos pediátricos ou se essa variante causa uma doença mais grave em crianças.


8. Como reduzir o risco de se infectar com a Delta?


Especialistas destacam que, com o que se sabe até agora sobre a Delta, é necessário continuar com estratégias de prevenção para reduzir sua transmissão. Por enquanto, a melhor proteção é a vacinação, mas, como aponta o CDC, "devemos usar todas as estratégias disponíveis, incluindo o uso de máscara".


Fonte: BBC


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