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Alergia alimentar em crianças: o que você precisa saber





Segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), estima-se que de 6 a 8% das crianças no mundo tenham algum tipo de alergia. Entre os adultos, o número é menor: em torno de 2 a 3%. Mas, muitas vezes, a alergia dos pequenos acaba tendo que modificar os hábitos alimentares da família toda – principalmente das mães que amamentam.

Nem sempre é fácil identificar o causador da alergia alimentar, já que ela pode se manifestar de diferentes formas. Vamos entender um pouco mais?


O que é alergia alimentar infantil?


A alergia alimentar infantil, assim como qualquer alergia alimentar, é uma reação que ocorre quando o sistema imunológico percebe alguma substância do alimento como um agente estranho e passa a atacá-lo como inimigo.

Entre as crianças, os principais causadores de alergia alimentar são leite de vaca, ovo, trigo e soja. Mas a boa notícia é que a maioria delas é transitória: menos de 10% dos casos de alergia alimentar persistem até a vida adulta.

Entre os adultos, os alimentos mais identificados como alérgicos são amendoim, castanhas, peixes e frutos do mar.


Principais sintomas de alergia alimentar infantil


Existem algumas reações alérgicas que provocam sintomas leves, como uma simples coceira nos lábios, enquanto outras, mais graves podem atacar diversos órgãos.

Dessa forma, os sintomas mais comuns da alergia alimentar infantil são:

Na pele: lesões avermelhadas, inchaço, coceira, eczemas (inflamações na pele com formação de bolhas e feridas)

No aparelho gastrointestinal: diarreia, dor abdominal e vômitos. Nas crianças pequenas, podem ocorrer assaduras persistentes e perda de sangue nas fezes, o que pode levar à anemia e ao atraso do crescimento.

No aparelho respiratório: coceira e sensação de garganta fechando. Além disso, também há a presença de tosse seca irritativa, sensação de aperto torácico, crises de espirro e intensa congestão nasal.


Cuidado com a anafilaxia


Esse sintoma de alergia alimentar infantil é mais grave do que os demais. A anafilaxia é uma reação súbita envolvendo vários órgãos ao mesmo tempo, podendo causar:

• coceira generalizada

• inchaços

• tosse

• rouquidão

• diarreia

• dor de barriga

• vômitos

• aperto no peito com queda de pressão arterial

• arritmia cardíaca

• colapso vascular ou choque anafilático

Quando há esse conjunto de sintomas é urgente buscar socorro hospitalar imediato por haver risco de morte.


O que é APLV – alergia à proteína do leite da vaca


A alergia a leite é o tipo de alergia mais comum entre as crianças, especialmente entre o primeiro e o terceiro ano de vida.

Não confunda intolerância à lactose com alergia ao leite:

A intolerância à lactose é a dificuldade de digerir esse açúcar natural do leite e um desconforto abdominal que pode ser resolvido com produtos das linhas zero lactose.

Já a APLV é a reação do sistema imunológico às proteínas do leite, principalmente à caseína e às proteínas do soro. Nesses casos, o leite de vaca precisa ser retirado da dieta.

Dessa forma, os sintomas de APLV são os mesmos das outras alergias alimentares. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) , predominam relatos de vômitos, diarreia e má absorção dos nutrientes, que pode resultar em retardo do crescimento e/ou sangue nas fezes. Irritabilidade, cólica, choro intenso e recusa alimentar também podem ser percebidos.

Mas, se a alergia ao leite não for um problema para seu filho, pode oferecer a bebida sem medo.


Como saber se a criança tem alergia a algum alimento?


Caso a criança manifeste os sintomas de alergia alimentar infantil, é importante levá-la ao pediatra ou ao médico alergologista. Além de perguntar sobre o histórico de alimentação e sintomas, o profissional pode solicitar alguns testes ou exames.

Uma das formas de diagnosticar o APLV, por exemplo, é retirando o leite da dieta da criança (ou da alimentação da mãe, em caso de aleitamento materno) por um período para verificar se os sintomas desaparecem. Após, o leite de vaca é reinserido, com acompanhamento médico, para confirmar se há relação entre os sintomas e a ingestão de leite.

Além disso, outros testes também podem ser feitos para confirmar o diagnóstico.

• O exame cutâneo (prick teste) é feito expondo a pele ao possível agente alergênico. Ele é indolor, podendo causar apenas uma coceira e uma pápula (inchaço vermelho) no local do teste em caso positivo.

• Os exames de sangue indicam a presença de anticorpos lgE que desencadeiam a alergia.


Como tratar a alergia alimentar infantil?


O tratamento da alergia alimentar infantil é feito excluindo o alimento da dieta e prestando muita atenção aos rótulos de alimentos industrializados.

Além disso, é importante ter um acompanhamento médico para suprir eventuais nutrientes por substituição de alimentos ou mesmo fórmulas específicas.

Como a maior parte das alergias alimentares das crianças tende a desaparecer até a adolescência, o médico pode solicitar exames periódicos até decidir pelo teste de reintrodução da substância.

Com alguns cuidados e muito carinho, sua criança (alérgica ou não), poderá crescer com saúde.


Fonte: Ninhos do Brasil

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