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  • Foto do escritorDra. Priscilla Sodré

Pílula Anticoncepcional: É uma boa escolha?


Além da prevenção da gravidez indesejada, existem algumas boas indicações e vantagens do uso da pílula anticoncepcional

Olá queridos leitores!


Gostaria de compartilhar com vocês algumas curiosidades e informações pouco divulgadas sobre os anticoncepcionais orais. As famosas "pílulas" são, muitas vezes, colocadas em uma posição de quase veneno, e muitas pacientes têm medo de fazer uso delas.


Vamos entender um pouco sobre a história, mitos e verdades sobre as pílulas anticoncepcionais.


Primeiramente, um pouco da história das pílulas:


O desenvolvimento das pílulas anticoncepcionais foi liderado por cientistas como o Dr. Gregory Pincus e a Dra. Margaret Sanger, com a ajuda de financiamento da filantropa Katharine McCormick. A primeira pílula anticoncepcional aprovada para uso nos Estados Unidos foi chamada de "Enovid" e foi aprovada pela Food and Drug Administration (FDA) em 1960. Isso marcou o início da "Revolução Contraceptiva", pois as pílulas anticoncepcionais se tornaram uma opção contraceptiva amplamente disponível e popular.

A introdução das pílulas anticoncepcionais teve um impacto significativo na vida das mulheres, permitindo maior controle sobre sua saúde reprodutiva e contribuindo para mudanças sociais significativas ao longo das décadas seguintes. Desde então, houve avanços no desenvolvimento de diferentes tipos de pílulas anticoncepcionais, com variações na formulação e na dosagem para atender às necessidades individuais das mulheres.


Os contraceptivos orais tiveram um impacto profundo na sociedade desde sua introdução. Muitos dos avanços no empoderamento feminino ocorreram graças a esse maior controle da gravidez. Isso permitiu que as mulheres adiassem a maternidade, investissem em educação e carreiras, e tomassem decisões mais informadas sobre suas vidas reprodutivas. Ao adiar a gravidez, as mulheres tiveram a oportunidade de concluir a educação, buscar carreiras e alcançar seus objetivos pessoais antes de se tornarem mães.


Desde a invenção dos anticoncepcionais, ao longo dos anos, as formulações das pílulas foram sendo aperfeiçoadas visando minimizar os efeitos colaterais, e houve um aumento na segurança do uso a longo prazo.


Além da prevenção da gravidez indesejada, existem algumas boas indicações e vantagens do uso da pílula anticoncepcional:


Controle do ciclo menstrual:

As pílulas anticoncepcionais podem ajudar a regular o ciclo menstrual, tornando-o mais previsível e reduzindo sintomas como cólicas e sangramento irregular.


Alívio de sintomas da TPM: Algumas mulheres relatam que o uso de contraceptivos orais ajuda a reduzir os sintomas da Síndrome Pré-Menstrual (TPM), como mudanças de humor, dor nos seios e inchaço abdominal.


Redução do risco de certas condições médicas:

As pílulas anticoncepcionais têm sido associadas à redução do risco de câncer de ovário e câncer de endométrio. Além disso, podem ajudar a aliviar condições como a doença fibrocística da mama.


Melhora da acne:

Em alguns casos, os contraceptivos orais são prescritos para o tratamento da acne, pois podem regular os níveis hormonais e reduzir a gravidade das erupções cutâneas.


Conveniência:

A administração das pílulas é relativamente simples e discreta, não exigindo procedimentos invasivos. Isso as torna uma opção conveniente para muitas mulheres.


Reversibilidade:

Ao interromper o uso das pílulas anticoncepcionais, a maioria das mulheres recupera a fertilidade rapidamente, o que significa que é uma opção reversível.


Apesar dos benefícios, as pílulas anticoncepcionais podem não ser adequadas para todas as mulheres. Aqui estão algumas contraindicações e situações em que seu uso pode não ser recomendado:


Tabagismo e idade avançada: Para mulheres com mais de 35 anos que fumam, o uso de contraceptivos orais combinados (aqueles que contêm estrogênio e progestina) pode aumentar o risco de coágulos sanguíneos, problemas cardiovasculares e acidente vascular cerebral.


Histórico de coágulos sanguíneos:

Mulheres com antecedentes pessoais ou familiares de coágulos sanguíneos, trombose venosa profunda ou embolia pulmonar podem ter um risco aumentado de desenvolver coágulos sanguíneos ao tomar contraceptivos orais.


Problemas de pressão arterial:

Se uma mulher tiver hipertensão não controlada, é geralmente desaconselhável o uso de contraceptivos orais, pois eles podem aumentar a pressão arterial.


Histórico de certos tipos de câncer:

Mulheres com um histórico de câncer de mama, especialmente se for sensível a hormônios, geralmente são desencorajadas a usar contraceptivos orais.


Problemas de fígado:

Distúrbios hepáticos graves, como hepatite aguda ou cirrose, podem interferir no processamento dos hormônios nas pílulas, tornando-as menos eficazes e potencialmente prejudiciais.


Enxaquecas com aura:

Mulheres que sofrem de enxaquecas com aura (sintomas visuais, como flashes de luz) podem estar em risco aumentado de acidente vascular cerebral ao usar contraceptivos orais.


Gravidez atual ou suspeita:

Obviamente, não deve ser usado durante a gravidez, e se uma mulher suspeitar que esteja grávida, deve parar imediatamente o uso.


Lembrando que as contraindicações podem variar dependendo do tipo específico de pílula anticoncepcional, portanto, é fundamental conversar com um médico antes de iniciar qualquer método contraceptivo, para avaliar o melhor plano de ação com base na sua saúde e história médica.





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