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TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE MENOPAUSA | 03


Alimentos que ajudam a diminuir os sintomas da menopausa e dúvidas sobre reposição hormonal.

Ainda falando sobre Menopausa, este assunto tão interessante, continuamos nossa entrevista com Dr. Carolina Fontana, médica brasileira, que atualmente trabalha como clinica geral e mais especificamente com distúrbios endocrinológicos e metabólicos na conceituada Messina Clinic no centro de Londres.


Dr. Caroline, tem algo que possa ser feito em termos práticos que possa ajudar as mulheres a conviver melhor com a menopausa?


No início deste século a menopausa marcava o final da vida da mulher e apenas 6% delas eram pós-menopáusicas. A melhoria das condições de saúde e socioeconômicas fizeram com que essa percentagem de 6% em 1900 passa a ser de 50% neste final de século, ficando as mulheres dessa forma, mais expostas a carência estrogênica e suas conseqüências.

No Brasil dados recentes permite-nos afirmar que existem atualmente cerca de 10 milhões de mulheres nesta condição, o que significa que grande número delas provavelmente poderá passar, na realidade, até um terço de suas vidas em estado de privação estrogênica.

A queda do estrogênio ocupa lugar de destaque na etiopatogenia (análise especializada das causas que ocasionam o desenvolvimento de certas doenças) de muitas das alterações mencionadas mas a terapia de reposição hormonal, repondo de forma exógena, não é a única saída para a mulher. Os bons hábitos nutricionais e regime adequado de atividade física são de extrema importância na prevenção destes distúrbios, contribuindo também para o tratamento, na doença efetiva.


Alimentos que podem ser consumidos para diminuir a sintomatologia da menopausa:


Tofu e proteína de soja contêm isoflavonas que aliviam os sintomas da menopausa e cálcio que auxilia na prevenção e tratamento da osteoporose.

Azeite de oliva, abacate e as castanhas em geral contém vitamina E que ajudam na diminuição da secura das mucosas e na irritabilidade.

Folhas verduras escuras possuem magnésio que ajuda o organismo a relaxar, melhora a irritabilidade e coloca o cálcio para dentro dos ossos.

Peixes e linhaça fontes de ômega 3 que é um anti-inflamatório natural e também ajuda nos sintomas de depressão, saúde cardiovascular, regularização do colesterol.

Cúrcuma: tem ação antioxidante, anti-inflamatória e ajuda na proteção cardiovascular.

Feijões, lentilhas tem ácido fólico que ajuda a repor DNA e diminui o risco de câncer de mama.

Morango e frutas cítricas têm vitamina C que é um poderoso antioxidante e necessária para síntese de hormônios ovarianos.

Peixes, ovos e carnes ricos em proteínas e vitamina B12.

Grãos e cereais: tem vitamina b6 importante para a formação de neurotransmissores (triptofano), melhora o bem-estar.


Dr Caroline, nos esclareça por favor. Quais são as principais dúvidas quanto a reposição hormonal?


Contemporaneamente a Terapia de Reposição Hormonal (TRH) – realizada com estrógenos, progestógenos e sua associação – tem indicação no controle de manifestações vasomotoras e urogenitais decorrentes do decréscimo de produção de esteróides ovarianos, principalmente estradiol e progesterona.

Porém a administração por tempo prolongado, objetivando prevenir outras alterações relacionadas à menopausa, está sendo vista com cautela.

A terapia de reposição constitui uma das mais complexas decisões médicas na saúde da mulher, pois, nas últimas décadas, muitas informações desencontradas foram veiculadas.

Nos anos 70, a TRH foi severamente condenada pelo sugerido aumento de risco de câncer de mama e endométrio em mulheres expostas.

Nos anos subseqüentes, criticaram-se a natureza e a magnitude desse risco, pois a maioria dos efeitos negativos relacionava-se a uso de estrógenos sem oposição de progestógenos .

Para entendermos a grosso modo o progestógeno freia o estímulo do estrogênio no desenvolvimento inadequado do endométrio ( útero) e da mama.

O uso da combinação foi avaliado em diversos estudos observacionais que sugeriram inúmeros benefícios da suplementação hormonal: prevenção de doença cardiovascular, osteoporose e declínio cognitivo.

A escolha sobre a instituição ou não de TRH deve ser tomada em conjunto com as pacientes, após serem informadas consistentemente da melhor evidência disponível e averiguar se não existe nenhuma contra indicação ao uso.


Dr Caroline quais são as contra indicações?


As principais contra-indicações à terapêutica estrogênica seriam as hepatopatias atuais, tromboembolismo, anemia falciforme, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, diabetes mellitus, epilepsia, cefaléia ou enxaqueca, porfiria, câncer de mama, câncer de endométrio e tabagismo.

Na terapia baseada em progesterona, as contra-indicações seriam as hepatopatias e tromboembolismo.


Dr Caroline para finalizar, hoje em dia muito se fala dos hormônios bioidênticos, e o que são esses hormônios?


Diferentemente dos hormônios sintéticos usados há anos na TRH, o hormônio bioindêntico, como o próprio nome já diz, é idêntico ao que produzimos naturalmente. Sendo assim, sua estrutura química e molecular é igual a dos hormônios produzidos pelo nosso organismo, mesmo sendo desenvolvido em laboratório. Além disso, eles se renovam de maneira natural a cada dia, e não ficam acumulados em nosso corpo, como os sintéticos.


A Modulação hormonal bioidêntica consiste em traçar, por meio de avaliações clínico-laboratoriais, o perfil hormonal individual do paciente, determinando, assim, as suas necessidades hormonais. Tratando o paciente como se fosse único e respeitando seu metabolismo. A partir dessa avaliação inicial, é elaborado um programa de reequilíbrio metabólico para o paciente, não só visando a reposição dos hormônios mas dando todo o suporte ao paciente em termos de vitaminas, minerais e nutrologico. Todo esse processo tem como objetivo também conter a oxidação celular, que é o processo responsável pela intensificação dos processos de envelhecimento e garantir a melhor qualidade de vida para as mulheres.




* Este artigo foi originalmente escrito para o Portal Londres pela jornalista Katia Fernandes, em entrevista com a Dra Caroline Fontana da Messina Clinic, você também pode encontrá-lo no www.portallondres.co.uk

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