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Covid persistente e pacientes que continuam com sintomas por meses

Para a maioria das pessoas, a Covid-19 é uma doença breve e leve, porém algumas sofrem com os sintomas, como fadiga contínua, dor persistente e falta de ar, por meses.

A condição conhecida como "Covid persistente" está tendo um efeito debilitante na vida de algumas pessoas infectadas. Relatos de ficar exausto, mesmo depois de uma caminhada curta, estão cada vez mais comuns.

Durante a pandemia até agora, o foco tem sido salvar vidas, mas já existe um reconhecimento crescente de que as pessoas estão enfrentando a longo prazo as consequências de uma infecção por covid.

No entanto, mesmo as questões básicas - como porque as pessoas pegam Covid persistente ou se todos vão se recuperar totalmente - estão repletas de incertezas.


O que é covid persistente?


Não há nenhuma definição médica ou lista de sintomas compartilhada por todos os pacientes - duas pessoas com covid persistente podem ter experiências muito diferentes. No entanto, a característica mais comum é uma fadiga persistente.

Outros sintomas incluem: falta de ar, tosse que não passa, dores nas articulações, dores musculares, problemas auditivos e de visão, dores de cabeça, perda de olfato e paladar, bem como danos ao coração, pulmões, rins e intestinos. Foram também relatados problemas de saúde mental, incluindo depressão, ansiedade e dificuldade para pensar com clareza.

"Meu cansaço é diferente de qualquer coisa que já tenha sentido antes", disse Jade Gray-Christie, que enfrenta a covid persistente. A covid persistente não é apenas o caso de uma recuperação lenta em UTI. Mesmo pessoas com infecções relativamente brandas podem ficar com problemas de saúde duradouros.


Quantas pessoas estão contraindo essa doença?


Um estudo acompanhou 143 pacientes, após receberem alta no maior hospital de Roma, publicado no Journal of the American Medical Association. O estudo mostrou que 87% deles tinham pelo menos um sintoma de Covid quase dois meses depois da internação, e mais da metade ainda apresentava fadiga.

No entanto, estudos como este, analisam apenas a minoria de pessoas que acabam necessitando de tratamento hospitalar.

O aplicativo Covid Symptom Tracker - usado por cerca de quatro milhões de pessoas no Reino Unido - descobriu que 12% das pessoas ainda apresentavam sintomas após 30 dias. Seus dados mais recentes, não publicados, sugerem que até 2% de todas as pessoas infectadas apresentam sintomas de Covid persistente após 90 dias.


E preciso ter um caso grave de Covid para seguir com Covid persistente?


Aparentemente, não. Metade das pessoas em um estudo feito em Dublin, ainda apresentavam fadiga 10 semanas após a infecção pelo coronavírus. Um terço foi fisicamente incapaz de voltar ao trabalho. E os médicos não encontraram nenhuma ligação entre a gravidade da infecção e a fadiga persistente.

No entanto, a exaustão extrema é apenas um sintoma de covid persistente.

O professor Chris Brightling, da Universidade de Leicester e investigador-chefe do projeto PHOSP-Covid, que está monitorando a recuperação de pacientes, acredita que as pessoas que desenvolveram pneumonia podem ter mais problemas por causa dos danos causados aos pulmões.


O que devo fazer caso tenha Covid persistente?


O sistema de saúde do Reino Unido (NHS) recomenda os "três Ps" para conservar energia:

Pace, ou ritmo em inglês - Controle-se para não se esforçar muito e certifique-se de ter bastante descanso.

Planejamento - Planeje seus dias para que suas atividades mais cansativas sejam distribuídas ao longo da semana.

Priorizar - Pense sobre o que você precisa fazer e o que pode ser adiado.

Aconselha-se falar com a equipe do seu hospital ou com o seu médico, caso a recuperação do Covid-19 estiver demorando a passar.


Fonte: bbc.com


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