O que as Bebidas Energéticas Prometem e como Realmente Impactam a sua Saúde


A bebida energética, muitas vezes associada na publicidade aos esportes, atividades saudáveis e à vitalidade, vem sendo estudada por seus possíveis impactos negativos na saúde. Autoridades pelo mundo também estão atentas ao tema.


Os defensores do banimento de bebidas energéticas apontam para aquilo que vem sendo alvo de estudos e preocupações há um bom tempo: os efeitos de dois dos principais componentes destas bebidas, o açúcar e a cafeína. Ao mesmo tempo, representantes da indústria reclamam que uma medida deste tipo discriminaria um único produto, entre muitos que também carregam esses ingredientes.


Com doses relativamente altas de açúcar e cafeína, o consumo excessivo destas bebidas — como várias latinhas em uma noite — e que mais causa preocupação. A realidade sobre a ingestão dos energéticos, também acende o alerta: eles muitas vezes são combinados com o álcool, cenário que gera preocupações extras.


Tecnicamente, a "energia" prometida por estas bebidas, como em qualquer alimento, viria das calorias — ou seja, dos chamados macronutrientes, como as gorduras, os açúcares e proteínas, que são como combustível para o nosso corpo. Portanto, nos energéticos, a principal fonte de energia é mesmo o açúcar, presente nestas bebidas em doses de 10 a 30 g por cerca de 250 ml, a depender da marca. Em geral, um produto com mais de 15 gramas de açúcar por 100 gramas é considerado como de alto teor de açúcar.


CONSUMO DIÁRIO

Há mais de seis anos, a Organização Mundial de Saúde (OMS) estabeleceu a recomendação de consumo diário do açúcar para uma dieta saudável de 5% do total de calorias ingeridas. Com o limite máximo sendo de 10%. Assim, considerando também a recomendação genérica de que uma pessoa adulta consuma aproximadamente 2 mil calorias por dia, o limite máximo de 10% corresponde a 50 g de açúcar diários; e o limite considerado ideal, de 5%, a 25 g. O açúcar que está presente naturalmente em frutas, verduras, legumes e leite fresco não esta incluído nestes números. Os problemas do excesso de açúcar para a saúde são bem entendidos: danos aos dentes, sobrepeso e obesidade, problemas cardíacos, tipos de câncer e diabetes.


Se o açúcar dá "energia", a cafeína é a responsável pelo "estímulo" trazido por estas bebidas. Há também a taurina - um aminoácido naturalmente presente no nosso corpo, em peixes e frutos do mar. Tanto a taurina quanto a cafeína são conhecidas como drogas psicoativas, ou seja, estimulantes diretos do sistema nervoso central — em especial a cafeína. Nos 45 minutos iniciais apos a ingestão da bebida energética, há um pico (da substância) na circulação, deixando o indivíduo mais alerta, atento e concentrado. Ainda pode reduzir o cansaço, e a fadiga mental. Depois que o efeito da cafeína começa a cair, vem o do açúcar.


Nos energéticos, há aproximadamente 80 a 90 mg de cafeína para cada 250 ml da bebida. O consumo recomendado de cafeína para adultos é de até 400 mg por dia. Já crianças com menos de 12 anos não devem consumir cafeína; e, dos 12 e 18 anos, o consumo não deve passar de 100 mg por dia, de acordo com a Academia Americana de Pediatria. Assim, mais uma vez, é a dosagem ingerida que preocupa — principalmente por seus efeitos de curto prazo, como irritabilidade, aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca, e a interrupção do sono.


Fonte: BBB Brasil