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  • Foto do escritorDr. Edward Gonzalez

DEZEMBRO VERMELHO: mês mundial de luta contra a AIDS


A Assembleia Geral da ONU e a Organização Mundial de Saúde (OMS) instituíram o dia 1º de Dezembro como o Dia Mundial de Luta contra a Aids, tornando Dezembro o mês mundial de luta contra o vírus. 


O símbolo desta luta é o laço vermelho, visto como um sinal de solidariedade e de comprometimento na batalha contra a doença. Ele foi escolhido por sua ligação a cor do sangue e à ideia de paixão. O objetivo desta data, portanto, é estabelecer uma melhor comunicação sobre a doença, promover troca de informações e experiências, e de criar um espírito de tolerância social.


Em 2019, a OMS e o Ministério da Saúde reconheceram o conceito de indetectável = intransmissível (I = I). Isso significa que pessoas que possuam o vírus HIV, mas que tenham carga viral indetectável por mais de seis meses, não transmitem o vírus por via sexual.


Como se contrai o vírus da AIDS?


A Aids pode ser transmitida através do contato de fluídos corporais do infectado com o sangue de uma pessoa saudável, por meio de relações sexuais sem preservativo (camisinha), transfusões de sangue ou compartilhamento de seringas e agulhas.


Atenção: beijos de língua, abraços ou contatos com a pele da pessoa portadora de HIV não transmite a doença!

A doença não tem cura, mas pode ser tratada com coquetéis antiaids, quando diagnosticada a tempo, melhorando a qualidade de vida do infectado.


Cenário atual da luta contra a AIDS


A epidemia global de HIV tirou 68% menos vidas em 2021 desde seu pico em 2004. E menos pessoas foram infectadas com HIV do que em qualquer outro ano desde 1990. O HIV continua a ser um importante problema de saúde pública global, tendo tirado 40,1 milhões de vidas até agora.


Em 2021, 650.000 pessoas morreram de causas relacionadas ao HIV em todo o mundo. Havia aproximadamente 38,4 milhões de pessoas vivendo com HIV (PVHIV) no final de 2021, com 1,5 milhão de pessoas infectadas com HIV em 2021 em todo o mundo.


Entre 2000 e 2021, as novas infecções por HIV caíram 49%, as mortes relacionadas ao HIV caíram 61%, com cerca de 18,6 milhões de vidas salvas devido ao TARV no mesmo período. Esta conquista foi o resultado de grandes esforços dos programas nacionais de HIV apoiados pela sociedade civil e uma série de parceiros de desenvolvimento.


No Brasil, 92% das pessoas em tratamento já se encontram em estágio indetectável. Além disso, no campo da prevenção, o SUS coloca à disposição da população as estratégias e tecnologias mais avançadas para a prevenção, como a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e a Profilaxia Pós Exposição (PEP). A PrEP consiste no uso de antirretrovirais, de forma profilática, antes de exposições consideradas de risco.


Outra ação importante, focada na prevenção, é garantir a ampliação ao diagnóstico precoce e ações específicas para populações-chaves para resposta ao HIV.


Outros tratamentos


Uma forma de tratamento que vem sendo discutida nos últimos anos é o uso da terapia dupla, que consiste na administração de dois antirretrovirais ao invés da terapia clássica, onde se utilizam três drogas. O que vem sendo observado em pacientes com esse tipo de tratamento, onde há a redução do número de medicamentos, é que tende-se a gerar um perfil mais favorável de eventos adversos, menos interações medicamentosas e posologia mais fácil, o que também favorece a adesão ao tratamento.


Contudo, alguns cuidados são importantes antes da prescrição de terapia dupla. É necessário, que se faça uma análise criteriosa e cuidadosa do histórico de tratamentos anteriores do paciente e os motivos que levaram a optar pela troca do tratamento. Quando necessário, uma consulta com um infectologista com experiência nesse tipo de atendimento, pode ser indicada a fim de auxiliar o processo.


Além da terapia dupla que já é considerada um grande avanço atualmente, a terapia antirretroviral injetável é uma das grandes esperanças no manejo da infecção pelo HIV. Alguns testes vem mostrando resultados promissores. 


É importante salientar que, em meio a pandemia de Covid-19, portadores do vírus HIV devem tomar cuidados redobrados, visto que, quadros respiratórios em pacientes imunocomprometidos podem vir a ser mais graves.





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